Dra. Carolina Feitosa
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25 Nov
25Nov

Uma conquista histórica para milhares de brasileiras: a partir de janeiro de 2026, a fibromialgia será oficialmente reconhecida como deficiência para fins legais no Brasil. Essa mudança representa um avanço fundamental na luta por dignidade, inclusão e acesso a direitos para quem convive com essa condição crônica e debilitante.


O que é a fibromialgia? 

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas, fadiga intensa, distúrbios do sono, alterações cognitivas e sensibilidade aumentada ao toque. Afeta principalmente mulheres — estima-se que cerca de 90% dos casos ocorram em pacientes do sexo feminino.


Quais benefícios as mulheres com fibromialgia terão direito?

Com o novo status legal de deficiência, mulheres diagnosticadas com fibromialgia poderão acessar uma série de benefícios e políticas públicas:

- Aposentadoria por invalidez ou por incapacidade permanente, mediante avaliação médica e social;

- Isenção de impostos na compra de veículos adaptados e outros produtos essenciais; 

- Prioridade em filas de atendimento em serviços públicos e privados; 

- Acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) à pessoa com deficiência, desde que atendidos os critérios de renda e deficiência; 

- Inclusão em cotas de emprego para pessoas com deficiência, ampliando oportunidades no mercado de trabalho; 

- Direito à meia-entrada em eventos culturais e esportivos, conforme legislações estaduais e municipais; 

- Facilidade no acesso a vagas de estacionamento reservadas e transporte público gratuito ou com desconto, dependendo da localidade.


Como garantir esses direitos?

Para ter acesso aos benefícios, será necessário:

1. Laudo médico detalhado, comprovando o diagnóstico de fibromialgia; 

2. Avaliação funcional e social por equipe multiprofissional do SUS ou do INSS; 

3. Cadastro atualizado no CadÚnico, no caso de benefícios assistenciais como o BPC.


Por que isso é tão importante?

O reconhecimento da fibromialgia como deficiência é mais do que uma mudança legal — é um ato de justiça social. Ele valida a dor invisível de milhares de mulheres que, por anos, enfrentaram preconceito, descrença e exclusão. Agora, elas poderão viver com mais dignidade, autonomia e acesso a direitos fundamentais.


Por que contar com um advogado previdenciário?

Embora os direitos estejam garantidos por lei, o acesso a esses benefícios pode ser burocrático e exigir comprovações técnicas e jurídicas. Por isso, o acompanhamento de um advogado previdenciário especializado é essencial para: 

- Orientar sobre a documentação correta e atualizada;

- Acompanhar o processo administrativo junto ao INSS; 

- Entrar com recursos ou ações judiciais em caso de indeferimento;

- Garantir que os direitos sejam respeitados de forma integral e sem atrasos.

Sou a Dra. Carolina Feitosa, advogada especialista em previdência social, já ajudei milhares de pessoas a terem seus benefícios concedidos. Caso possua alguma dúvida ou necessite de auxílio, entre em contato conosco teremos imenso prazer em lhe atender.

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